julho 02, 2004

A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Publicado por Jsilvestre em julho 2, 2004 09:38 PM
Comentários

Bem lembrado.

Um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em julho 3, 2004 01:55 AM

A sua presença será para sempre...em cada texto, em cada palavra...
Gostei do poema, Abraço, WB

Afixado por: whiteball em julho 4, 2004 11:24 PM

Uma mulher que merecia um NOBEL!

Afixado por: VALERIA em julho 5, 2004 05:38 AM