Hoje lembrei-me de ti. Lembrei-me enquanto espreitava a chuva pela janela. Lembrei-me de uma das poucas brincadeiras que tinhas com os teus filhos.
São as pequenas coisas que mais falta fazem e nos atraiçoam quando menos esperamos, apanhando-nos com a guarda em baixo.
Hoje senti a tua falta
A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Enconde-se à espreita
Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
Enquanto esperavas no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
De modo que a vida
É um circo de feras
E uns entre tantos
São as minhas feras
Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
Enquando esperavas no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
ou como diria o eric

"I Hate you god.You're a sick son a bitch"
(isto sempre na esperança de, como ele, dizer de seguida:"Oh thank you so much god, you're the best!")
ou quem anda à chuva molha-se, que isto de previsões já dizia o outro que não as fazia para não se enganar. De qualquer maneira consegui não andar muito longe acertanto inclusivamente no vencedor do acto eleitoral (por via do controlo introduzido para o governo PS que ditava uma diminuição dos seus votos face às anteriores autárquicas. O principal mérito que poderei atribuir ao peso da estrutura no outcome eleitoral, algo que tinha em mente testar e que me indicava que um resultado catastrófico da CDU ou uma vitória PSD estavam inequivocamente fora de questão. Quanto ao resultado efectivo da votação (surpreendente até para mim diga-se) este diverge da minha previsão, conforme eu esperava, essencialmente devido ao jogo de factores contemporâneos (a campanha eleitoral, a empatia dos candidatos junto da população, a participação eleitoral, etç) que, justamente por esse seu carácter não poderam ser alvo de consideração nos modelos que desenvolvi. Ainda relativamente ao resultado das eleições, surprendentes que sejam, uma análise bastante mais profunda, ao nível da votação mesa-a-mesa em cada junta de freguesia, será o unico método capaz de produzir hipoteses sérias sobre os seus motivos. Aínda assim parece-me que as habituais explicações que surjem a cada vitória CDU não me parecem ter grande cabimento e, numa análise superficial, certos factores levam-me a fazer tal afirmação, p.e. o acréscimo dos votos da oposição ( se a CDU Ganha porque há mais velhos, o conjunto dos restantes partidos não pode crescer existindo esses mesmos velhos), ou até mesmo o reforço (ainda que meramente marginal e em termos brutos) da votação CDU num contexto de aumento da participação. Por fim uma palavra para o Nikonmam que fez o favor de me vir comentar o post anterior. Parece-me claro que não tem uma boa precepção do sistema em que se insere, dado que confunde conceitos quando no comentário abaixo se referiu à base eleitoral da CDU: São realidades distintas as Autárquicas e as Legislativas e, se se pode encarar o resultado numas Legilativas como um indicador da Base eleitoral CDU, não deixa de ser verdade que essa base tenha tendencia a se multiplicar no caso das autárquicas ( vide o exemplo do EngºRamoa quando confessou em directo no debate televisivo já ter votado CDU). Por outro lado não soube intrepertar devidamente o factor não candidatura de Carreira Marques, ignorando o desgaste que este sofria, inclusive entre indefectiveis CDU. Para um candidato numa eleição parecem-me "pecados capitais" que revelam um fraco entendimento da realidade sobre a qual quer trabalhar.
O acto eleitoral de amanhã e toda a sua envolvente despertaram em mim uma curiosidade astrológica de me querer antecipar e prever o seu resultado. Veio isto de ter eu a tese de que as estruturas sócio-políticas são por inerencia pesadas e pouco dadas a grandes variações, como tal aventurei-me a prever o resultado destas eleições com base nos resultados passados, controlando alguns factores com influencia potencial (p.e. quem está no governo e à quanto tempo, bem como uma medida do estádo da economia, por forma a ter em atenção um potencial voto de protesto). Eis os resultados a que cheguei:
CDU- 39,01% - I.C. a 95% (37,28%;40,74%)
PS- 37,66% - I.C. a 95% (28,29%;47,04%)
PSD- 13,96% - I.C. a 95% (8,20%;19,13%)
Do quadro acima ( decidi não incluir, por motivos diversos, previsões para o PP e para o BE) conclui-se que vai ser uma eleição voto-a-voto entre CDU e PS, qualquer que seja o vencedor. Suspeito que não andarei muito longe do resultado final, embora a estimação para o PS seja algo imprecisa ( devido a um elevado desvio-padrão da regressão), ainda assim julgo estar muito mais perto do que esta suposta sondagem
Um facto parece de me salientar:Vote-se em quem se votar é bom que se pondere bem em quem se vota, este será um voto com um impacto marginal no resultado da eleição muito elevado.
..e em duas entradinhas apenas pratiquei o principal desporto nacional! :D
(Isto do Messenger está-se a tornar uma praga, cada vez menos consigo dissociar a expressão de emoções daqueles bonequitos catitas)
Em relação à entrada anterior: Ando a reler os Maias e cada vez mais me convenço, não mudamos em nada desde o tempo do dito romance. Digo alías mais, parece-me evidente que os nossos problemas são os mesmos à séculos e agravaram-se quase que irreversivelmente no tempo do Sr.D.João V. Desde então vivemos num "Eterno Retorno".
Lugar mais que comum, mas cada vez mais verdade parece.Se não é ver o seguinte exemplo, acabo de ouvir num serviço noticioso o líder do partido que mais perto andará, no espectro político português, do liberalismo bradar bem alto aqui d'El Rey que muitas empresas fecharam aseguir às férias de verão por falta de apoios do Estado!